Luisa Laschi Mombelli (1760s-c.1790)


Luisa Laschi nasceu em Florença na década de 1760, filha do tenor Filippo Laschi, para quem Mozart escreveu o papel de Fracasso em La finta semplice K.51/46a em 1768.

 

Luisa foi contratada em Viena em agosto de 1784, e estreou como Giannina em Giannina e Bernardone de Cimarosa em 24 de setembro, tornando-se imediatamente uma das cantoras preferidas da Ópera Italiana. Em 13 de fevereiro de 1785 ela deu um concerto antes de partir para Nápoles, diante do Imperador Joseph II e com a participação de Mozart. O pai do compositor, Leopold Mozart, encontrava-se em Viena na ocasião, e enviou o seguinte relato para a filha Nannerl: "[...] No domingo à noite no teatro [Burgtheater] houve um concerto da cantora Laschi, que está partindo para a Itália. Ela cantou duas árias e houve um concerto para violoncelo, um tenor e um baixo cantaram cada um uma ária, e seu irmão tocou o maravilhoso concerto que ele escreveu para Paradis [...]"  Após o concerto, Mozart foi aclamado pelo Imperador. Luisa Laschi retornou a Viena em abril do ano seguinte, onde ficou até 1790. Ela cantou como Rosina na reapresentação de Il barbiere di Siviglia de Paisiello (21 de janeiro de 1785) e Condessa Almaviva em Le nozze di Figaro K.492 de Mozart (1º de maio de 1786); ela também cantou na ópera I finti eredi de Sarti ao lado de seu futuro marido, o tenor Domenico Mombelli (1751-1835) em 1º de agosto de 1786.

 

Em 2 de novembro de 1786 ela casou com Mombelli, que também era famoso e bem-sucedido em Viena. Seus outros papéis incluíam: Isabella em Una cosa rara de Martín y Soler (17 de novembro de 1786); Amore em L'arbore di Diana de Martín y Soler (1º de outubro de 1787); Zerlina na estréia vienense de Don Giovanni K.527 (7 de maio de 1788); Carolina em Il talismano de Salieri (10 de setembro de 1788); e Amarilli em Il pastor fido de Salieri (11 de fevereiro de 1789); Donna Farinella, virtusa di musica no pasticcio L'ape musicale, com o marido no papel de Don Capriccio, virtuoso di musica (27 de fevereiro de 1789). Nessa última ela cantou o dueto "La ci darem la mano" de Don Giovanni K.527 com Francesco Benucci.

 

Na estréia vienense de Don Giovanni, Luisa estava grávida de 7 meses, e foi substituída após sete récitas por Theresia Teyber. O filho que ela esperava morreu muito cedo, assim como outro que ela tivera no ano anterior. Em 24 de outubro, o Conde Zinzendorf informa que ela não estava cantando naquela noite.

 

Um crítico anônimo do Kritisches Theaterjournal von Wien escreveu sobre Luisa Mombelli: "Amore de Mombelli: ah, quem não ficaria encantado, que pintor jamais retratou um sorriso maldoso mais perfeitamente, que escultor jamais modelou gestos tão graciosos, que outra cantora seria capaz de produzir sons tão cálidos, tão maravilhosamente suaves com tanta simplicidade e emoção genuína?"

 

Nada mais se sabe sobre a vida de Luisa após 1789. O nome dela não é mais mencionado por Mitchner na temporada de 1789-90, assim como o do marido. Mombelli retornou à Itália, talvez ainda com Luisa, e ela teria falecido em 1791 ou antes. Provavelmente naquele ano Mombelli casou com a bailarina Vincenza Viganò, sobrinha de L. Boccherini e libretista da ópera Demetrio e Polibio de G. Rossini.


Parentes e amigos

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